Paróquia Santo Anatácio
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O QUE FAZER PELA CRIANÇA

12 - Outubro
O QUE FAZER PELAS CRIANÇAS

“Aquele que receber uma criança como esta por causa do meu Nome, recebe a mim. E aquele que me receber recebe quem me enviou.” (Lc 9,47)
Com estas palavras, Jesus mostra a importância que a criança tem no Plano amoroso de Deus. Receber e tratar com amor a criança, porque assim Deus espera que façamos, significa receber o próprio Jesus. Mas aqui é preciso perguntar: o que fazer para receber e tratar bem a criança que Deus colocou sob nossos cuidados?
Duas coisas são importantes para o crescimento sadio e formação da criança, do primeiro ao décimo ano de vida: criatividade e atividade, unidas à proteção amorosa de seus pais e família. Vale lembrar que na criança, criatividade e atividade, são tendências inatas, ou seja, toda criança é por si mesma criativa e ativa. Mas para cooperar com o desenvolvimento de sua inteligência e de seu corpo em formação, ela precisa ser acompanhada e incentivada neste processo.
No período da segunda infância, incentivamos a criatividade da criança, quando participamos de suas brincadeiras e de suas histórias do jeito que ela gosta, isto é, levando a sério o que ela faz, o que ela pergunta ou conta. Neste período, o mundo da criança é o mundo da fantasia, dos brinquedos e do “faz de conta”. Fantasiar e passar horas a fio brincando, é o caminho natural para o desenvolvimento da inteligência infantil, que um dia será inteligência adulta e madura.
A criança não sabe explicar o mundo, os acontecimentos, mas nela já existe o desejo de participar de tudo o que ela vê, sente e vive. Por isso, ela “inventa”, à sua maneira, um jeito de interagir com o mundo, que é sua casa, as coisas que ela pode pegar, os brinquedos, e a vida dos adultos que estão a seu redor. Por isso, é comum ver a criança imitando a profissão do papai ou os afazeres domésticos da mamãe.
Quando o menino ou a menina arrasta uma cadeira em frente da pia, sobe nela e começa a “lavar” as coisas que estão ali, imitando a mamãe que lava a louça e talheres, ela está traduzindo na prática o que em sua mente é apenas uma imagem da mãe ou da avó que arruma a cozinha.
Ora, o que é o trabalho do adulto senão ver e aprender alguma coisa, para depois realizá-la por conta própria. Pois bem, brincando de lavar pratos, a criança está imitando o adulto de hoje que ela pretende ser amanhã. Neste momento, erra quem grita com a criança e a impede de fazer o que está fazendo, e acerta quem dela se aproxima e coopera com sua brincadeira, evitando que aconteça algum acidente.
Eis o que significa acolher a criança, como pede Jesus, e lhe dar o amor que ela precisa. Quando um adulto grita e uma criança chora, alguma coisa está errada. Gritar não educa ninguém!
Mentira é fruto da malícia e da maldade do adulto, que tem motivos escusos para mentir e enganar. Por isso, não se pode classificar como mentira as histórias e explicações de uma criança, que são do tamanho de sua pequena inteligência. Criar histórias, inventar explicações, fazer mil perguntas,... são meios que a criança usa para tomar parte na vida, que a encanta e estimula.
Por isso, erra quem trata as histórias da criança como bobagem infantil e as explicações de suas “artes” como mentira maliciosa. Erra também que se aborrece com suas perguntas e manda a criança ficar quieta para não perturbar. Acerta quem ouve com atenção o que a criança conta e aceita carinhosamente suas explicações, mostrando com carinho e gentileza o certo e errado. Acerta quem ouve com interesse suas perguntas e a todas responde na medida de sua compreensão. Eis o que significa acolher a criança, como pede Jesus, e lhe dar o amor que ela precisa.
Tudo o que a criança faz tem um só objetivo: participar do mundo que um dia será seu, como, agora, é do papai e da mamãe, do vovô e da vovó, do irmão ou da irmã mais velhos. Impedir que a criança participe da conversa na hora da refeição, mandar que ela cale a boca, porque os adultos estão conversando, significa atrofiar sua criatividade e impedir que ela cresça com a alegria de quem se sente acolhido e amado.
Aqui é preciso recordar uma advertência de Jesus: “Se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem, melhor seria que lhe enfiassem pelo pescoço a mó que os jumentos movem, e o atirassem ao mar.” (Mc 9, 42)
Escandalizar significa “ofender”. Causar escândalos significa “proceder mal”. Se você não quer que a advertência de Jesus pese sobre tua vida e sobre a tua salvação, então não ofenda a criança, nunca a trate mal. Amigo, lembra-te que não é à toa que se costuma dizer: “Quem deve a Deus, paga...”. Não entre em dívida com Deus, tratando mal uma criança que, de tudo que você possa lhe dar, a única coisa que ela realmente precisa, é do seu amor.
Na criança está o melhor do ser humano – nela a vida se renova, a alegria é pura e verdadeira, a confiança é plena, a palavra é sincera, a simplicidade é presente, a criatividade preenche sua pequena e delicada vida: com um barbante e um cabo de vassoura ela brinca e é feliz. Na criança não há ambição, não há egoísmo, não há interesse, não há maldade no que faz. Ela ainda não sabe fazer, mas gosta de participar e ajudar.
Quantas vidas adultas e crescidas estariam afundadas no tédio e na tristeza se não fosse a presença de uma criança, correndo, falando, brincando, batendo nas latas, derrubando as coisas, pedindo com insistência para ir ao Circo, mostrando que sempre há motivos para viver, trabalhar e lutar por um mundo melhor.
Por isso, Jesus disse aos apóstolos: “Se vocês não mudarem e não se tornarem como uma criança, vocês não entraram no Reino dos Céus. Aquele que se tornar pequenino como esta criança, esse é grande no Reino dos Céus.” (Mt. 18, 3).
Que Maria santíssima, com quem Jesus aprendeu o amor humano por Ele divinizado no alto da Cruz, abençoe, ampare e proteja nossas crianças. Amém!
Pe. Lindolpho Antonio da Silva
12/10/2012 – Dia da Criança

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